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População de Salvador sofre com infestação de mosquitos da dengue

Em Salvador, capital da Bahia, a aplicação de larvicidas em imóveis abandonados é uma das estratégias adotadas para combater o mosquito da dengue. Apesar disso, os distritos sanitários do Subúrbio Ferroviário, São Caetano, Cabula e Pau da Lima tiveram um histórico elevado de infestação em prédios no último ano, segundo a Secretaria Municipal de Saúde […]


População de Salvador sofre com infestação de mosquitos da dengue

Em Salvador, capital da Bahia, a aplicação de larvicidas em imóveis abandonados é uma das estratégias adotadas para combater o mosquito da dengue. Apesar disso, os distritos sanitários do Subúrbio Ferroviário, São Caetano, Cabula e Pau da Lima tiveram um histórico elevado de infestação em prédios no último ano, segundo a Secretaria Municipal de Saúde de Salvador (SMS).

Levantamento realizado pelo órgão evidenciou que os principais depósitos e criadouros com focos da dengue, identificados nos bairros, são aqueles que se encontram no interior dos imóveis, como depósitos de armazenamento de água no nível do solo, além de pequenos vasos e vasilhames. Durante o período de isolamento social, devido à pandemia do novo coronavírus, a dificuldade de fiscalização é ainda maior. O acúmulo de lixo e recipientes com água nas residências tem se tornado um problema difícil de ser superado. 

Nacionalmente, o Ministério da Saúde destaca que desde o início da pandemia da Covid-19 tem observado uma redução dos registros de casos prováveis e óbitos de dengue. Segundo a pasta, pode ser consequência do receio da população em procurar atendimento em uma unidade de saúde; também pela subnotificação ou atraso nas notificações das arboviroses, devido à mobilização das equipes de vigilância e assistência para o enfrentamento da crise sanitária.

É por isso que quedas de casos podem não estar relacionadas a uma redução real nas infecções. Também faltam boletins atualizados pelas prefeituras para ter uma dimensão real do problema. Na Bahia, autoridades de saúde também trabalham com a possibilidade da pandemia da Covid-19 colocar uma espécie de cortina de fumaça no problema das doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, a  exemplo da dengue, zika e chikungunya. O estado já concentra 23,1% dos registros de Chikungunya no Brasil e o número pode ser ainda maior.  

De acordo com informações da SMS, para combater o mosquito e eliminar possíveis criadouros descarte materiais desnecessários e sem uso. Se forem destinados à reciclagem, guarde em local coberto e abrigado da chuva; água de piscina deve ser tratada com cloro. Se não estiver em uso, deve ficar completamente vazia e sem poças d’água; se houver no imóvel lagos ou cascatas, devem estar sempre limpos e até com peixes que se alimentem de larvas; pneus velhos devem ser entregues ao serviço de limpeza urbana. Se precisar mantê-los, devem estar em locais cobertos e sem água dentro; mantenha os ralos da casa limpos uma vez por semana e sempre desentupidos; pratos de vasos de planta devem ficar sem água – usar areia ajuda na drenagem; reservatórios de água (tanques, caixa d’água, balde de água) devem ser mantidos tampados e monitorados.