fbpx

Promotores paulistas discutem furar a fila da vacinação contra a Covid-19

Diante do anúncio de que São Paulo começa a vacinação contra o coronavírus em janeiro de 2021, promotores e procuradores do Ministério Público paulista tentaram “furar a fila” da imunização e apresentaram um abaixo-assinado pedindo prioridade na campanha. Depois que o caso veio a público, autoridades responsáveis pelo órgão rechaçaram qualquer privilégio. “Não é uma […]


Promotores paulistas discutem furar a fila da vacinação contra a Covid-19

Diante do anúncio de que São Paulo começa a vacinação contra o coronavírus em janeiro de 2021, promotores e procuradores do Ministério Público paulista tentaram “furar a fila” da imunização e apresentaram um abaixo-assinado pedindo prioridade na campanha. Depois que o caso veio a público, autoridades responsáveis pelo órgão rechaçaram qualquer privilégio.

“Não é uma questão de egoísmo em relação a outras carreiras, mas, tendo em vista notadamente os colegas do primeiro grau, que trabalham com audiências, atendimento ao público e outras atividades em que o contato social é extremamente grande e faz parte do nosso dia a dia”, diz trecho do abaixo-assinado anexado à ata da reunião do Conselho Superior do Ministério Público.

Na ocasião o procurador-geral de Justiça do Estado de São Paulo, Mário Luiz Sarrubbo, prometeu aos colegas que faria o pedido ao governador João Doria (PSDB), mas diante da repercussão negativa perante a opinião pública, negou que levaria o pedido adiante e que só concordou para encerrar o assunto naquele momento.

A campanha de vacinação contra o coronavírus em São Paulo vai começar no dia 25 de janeiro, com prioridade para profissionais de saúde, pessoas com 60 anos ou mais e grupos indígenas e quilombolas na primeira etapa.

O MP-SP tentou consertar a tentativa de carteirada com nota à imprensa que diz o seguinte: “Certo de que as autoridades sanitárias de São Paulo e do Brasil definirão o cronograma de aplicação da vacina contra o novo coronavírus com base em critérios científicos, priorizando a imunização das parcelas da população mais vulneráveis à Covid-19, tanto do ponto de vista médico quanto social. Tal definição, evidentemente, será plenamente acatada pela instituição, que tem demonstrado, com a atuação de promotores e procuradores de Justiça em todo o estado ao longo deste período de pandemia, que a sua prioridade absoluta é uma só: salvar o maior número possível de vidas”.