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Delegacia do Consumidor de Goiânia recebe denúncia sobre venda irregular de agrotóxicos

Informação foi obtida com exclusividade pelo portal Entender o Brasil


Delegacia do Consumidor de Goiânia recebe denúncia sobre venda irregular de agrotóxicos

Uma denúncia anônima de crime ambiental obtida com exclusividade pelo portal Entender o Brasil pode ser a chave para desarticular um grupo de lojas de produtos agropecuários que comercializam irregularmente produtos larvicidas. Um denunciante anônimo relatou à Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Consumidor do Estado de Goiás (DECON) que empreendimentos comerciais localizados em Jaraguá, Silvânia, Goianésia e Nerópolis, dentre outras cidades, estariam vendendo, para uso em animais, inseticidas inseticidas que deveriam ser utilizados exclusivamente para aplicação em áreas agrícolas. Conheça a Política Nacional do Meio Ambiente e suas implicações aqui.

O denunciante ressalta que estes caso “vem ocorrendo não só no Estado de Goiás, mas, também no restante do pais”. O informante dá informações “no que trata ao comercio indiscriminado e sem o aparo legal de produtos que são fabricados para ter destinação agrícola e que estão sendo comercializados para serem utilizados como se fossem produtos de uso veterinário”. Ele cita, como exemplo, que esta prática de crime ambiental é comum na avenida Castelo Branco, em Goiânia, cidade localizada no Estado de Goiás. Uma fonte que esteve na DECON Goiás, mas que não quis se identificar, confirmou que a denúncia realmente foi feita.

Uso irregular

Os inseticidas agrícolas, quando usados em animais, podem contaminar o rebanho e, assim, gerar riscos para seres humanos, consumidores finais da carne. Pesquisadores afirmam que os agrotóxicos podem ser cancerígenos. Ainda de acordo com a denúncia, os clientes que compram estes produtos e os utilizam para fins veterinários buscam um menor custo. Os inseticidas agrícolas custam até 20% menos do que aqueles destinados ao uso animal.

“A utilização de produtos de uso agrícola como veterinário se dá apenas por obtenção de ganho fácil, pois, o produto agrícola custa o equivalente a 20 % (vinte por cento) do produto de uso veterinário de destinação específica e apropriada”, diz ainda o denunciante. Ele ainda denuncia que estas substâncias são vendidas “sem a prescrição de profissional habilitado e em razão disso, sem a emissão de Nota Fiscal”. A portal Entender o Brasil continuará apurando as informações.

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